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F.A.Q.

ENTENDA A IMPOTÊNCIA SEXUAL MASCULINA
 
  Como a ereção do pênis ativa diversas partes do corpo e da mente do homem, a impotência (ou a dificuldade de ereção) também pode ser causada por diversos fatores diferentes, isolados ou combinados.
 
  Ao contrário do que muitos imaginam, os especialistas acreditam que apenas cerca de 10 a 20% dos casos de impotência se devem a fatores psicológicos, como o estresse e a ansiedade. Entre os outros fatores envolvidos na impotência sexual masculina estão os neuro-transmissores cerebrais, a medula óssea, a musculatura, o tecido do pênis e todas as artérias envolvidas em bombear o sangue para a região genital. Este último é, aliás, o motivo mais comum de impotência.
 
  Outras causas para a impotência são doenças como diabetes, alcoolismo, tabagismo e a aterosclerose. Juntas, essas doenças respondem por cerca de 70% dos casos de impotência, que também pode ser efeito colateral de diferentes remédios.
 
  COMO OCORRE A EREÇÃO?
 
  Ocorre por mecanismos nervosos e vasculares. O pênis se torna ereto quando estímulos nervosos do cérebro levam à abertura de válvulas e vasos do pênis, enchendo de sangue o órgão e levando à ereção.
 
  COMO É FEITO O TRATAMENTO?
 
  O tratamento é feito dependendo da causa: medicamentos orais, aplicação de hormônios (se necessário), suspensão de medicamentos (se possível), controle das doenças crônicas, uso de dispositivo de vácuo, injeção de drogas intra cavernosas (pênis), cirurgia para colocação de prótese peniana.
 
  O QUE É ANDROPAUSA?
 
  Aproximadamente 5 a 10% da população masculina sofre de algum tipo de distúrbio hormonal. O mais comum, que também se correlaciona com a idade, é uma constante diminuição nos níveis de testosterona, o principal hormônio sexual do homem.
 
  Andropausa está provavelmente relacionada com a diminuição na capacidade das células testiculares em sintetizar o hormônio. Este fenômeno levou alguns especialistas a pronunciarem que existe um tipo de "menopausa" para o homem a qual foi chamada de andropausa.
 
  Ainda que isto seja controvertido, permanece o fato de que muitos precursores metabólicos da testosterona (substâncias usadas pelo corpo no processo de síntese) tais como DHEA (De Hidroxi Epi Androsterona), diminuem significativamente com a idade.
 
  A diminuição de testosterona tem sido associada à diminuição na libido sexual e performance porque os circuitos cerebrais e os tecidos do pênis são dependentes destes níveis de hormônios. Entretanto, uma porcentagem significativa de homens com baixos níveis de testosterona permanece com performance sexual inalterada.
 
  QUAIS SÃO OS SINTOMAS DA IMPOTÊNCIA SEXUAL?
 
  - Problemas de ereção (seja conseguir ou manter uma ereção), que ocorrem em pelo menos uma entre quatro vezes em que se tenta manter relações sexuais.
  - Persistência do problema acima por mais de um mês.
  - Ter ereção demora mais tempo do que o normal.
  - Perda de ereção em certas posições.
  - Ereções mais sensíveis e menos freqüentes pelas manhãs.
  - Chegar ao clímax ou ejacular rapidamente.
  - Chegar ao clímax ou ejacular com uma ereção incompleta.
 
  QUAL A RELAÇÃO DA HIPERTENSÃO ARTERIAL COM IMPOTÊNCIA SEXUAL?
 
  Hipertensão Arterial não tratada acaba sendo um dos maiores fatores de risco para o aparecimento da aterosclerose, que leva à disfunção erétil. Como as artérias penianas são muito delgadas, qualquer redução do fluxo sangüíneo arterial pode ser suficiente para comprometer a ereção.
 
  Ainda como fato relevante nesta doença predisponente, inúmeras drogas utilizadas no tratamento da hipertensão arterial apresentam como efeito colateral a ocorrência de disfunção erétil, seja pela ação direta dos medicamentos anti-hipertensivos, seja pela diminuição da pressão sangüínea da circulação do pênis.
 
  COMO É DIAGNOSTICADA A DISFUNÇÃO ERÉTIL?
 
  A disfunção erétil deve ser avaliada imediatamente por um médico, preferencialmente por um urologista, antes que as conseqüências emocionais possam adquirir uma dimensão que traga mais um problema a ser tratado.
 
  Além da avaliação clínica, a laboratorial deverá ser executada para se medir a possibilidade de que o problema seja efeito de alguma outra doença.
 
  Exames específicos como dosagens hormonais e avaliação do fluxo sangüíneo no pênis através de ultra-sonografia (com um método chamado cavernosograma por Doppler), o qual é capaz de desenhar a imagem colorida do fluxo sangüíneo no pênis, também devem ser realizados.
 
  Afastada a possibilidade de qualquer doença orgânica, deverá ser feito encaminhamento para profissional especializado no tratamento dos distúrbios emocionais.
 
  O tratamento da disfunção erétil depende basicamente da causa do seu desencadeamento, seja da doença que a causou ou especificamente da disfunção. O tratamento da disfunção dispõe hoje de um grande arsenal de medicamentos, cirurgias, com elevada eficácia, indicado especificamente para cada caso, por indicação do urologista, cirurgião vascular, psiquiatra ou clínico que esteja orientando o paciente.

Fonte: Portal Unimeds com informações do Dr. Michel Cotait