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ALIMENTAÇÃO:
A alimentação é
um dos pontos fundamentais no tratamento do Diabetes.
Ela deve ser individualizada levando em consideração
o estado nutricional do paciente e hábitos de vida, possibilitando
o melhor controle metabólico. Seus objetivos são:
- Contribuir para a normalização
da glicemia;
- Diminuir os fatores de riscos cardiovascular;
- Fornecer calorias suficientes para obtenção e/ou
manutenção do peso corpóreo saudável;
- Prevenir complicações agudas e crônicas.
Atividade
física:
A atividade física é de fundamental importância
e deve estar integrada na vida do paciente diabético devido
aos benefícios do exercício à ação
da insulina. Ela contribui para a redução da glicemia
e da necessidade de insulina e medicamentos, pois ela melhora a
captação de glicose pelas células.
COMPLICAÇÕES
VASCULARES:
Retinopatia diabética:
A retinopatia diabética é
uma das principais causas de cegueira, fazendo parte ao lado das
nefropatias, vasculopatias e neuropatias, das complicações
mais freqüentes dos pacientes com Diabetes Mellitus que, com
o aumento da sobrevida, manifestam progressivamente a doença
com maior incidência e gravidade.
A retinopatia diabética apresenta
comportamento diferente nos pacientes insulino-dependentes, sendo
que o controle metabólico adequado tende a retardar o aparecimento
e diminuir a gravidade das alterações fundoscópicas
que, no entanto, quando já existentes não se modificam
significativamente com a normalização da glicemia.
A associação da hipertensão
arterial, nefropatia, gravidez e fumo podem piorar o prognóstico.
Como a acuidade visual pode estar preservada temporariamente, mesmo
nas formas mais severas da retinopatia, os pacientes devem ser orientados
sobre a existência e riscos da doença e que somente
o controle oftalmológico periódico pode propiciar
sua detecção e tratamentos precoces, com conseqüente
melhor prognóstico para preservação da visão.
Todos os diabéticos devem
ser submetidos a exame oftalmológico completo com atenção
especial à oftalmoscopia direta e indireta e biomicroscopia
do fundo do olho com dilatação pupilar. As avaliações
deverão ser anuais, quando os resultados forem normais, mas
os controles periódicos devem ser complementados com retinografia
e realizados em intervalos mais curtos se existirem alterações
compatíveis com retinopatia diabética, com ou sem
baixa visão.
Complicações
da retinopatia diabética:
A retinopatia diabética pode
ser: tipo simples, caracterizada pela presença de microaneurismas,
hemorragias superficiais ou profundas, edema de retina, precipitados
lipídicos, exsudatos moles e zonas de não perfusão
capilar e tipo proliferativa, caracterizada por neovascularização
do disco óptico, retina e/ou vítreo.
Tratamento:
Não há evidências
de ação eficaz, até o momento, de que qualquer
tratamento clínico seja profilático ou curativo através
da utilização de diversas drogas, sendo que apenas
a fotocoagulação tem mostrado bons resultados na prevenção
e terapia de alterações retinianas que predispõem
à baixa visual reversível.
O tratamento mais utilizado é
a fotocoagulação com raio laser, sendo que as principais
indicações são relacionadas à terapia
de edema de mácula, da zona de não perfusão
capilar, que leva à neovascularização; e da
proliferação fibrovascular, que leva à hemorragia
e tração vítreo-retiniana.
A maculopatia é mais comum
nos pacientes insulino independentes e a neovascularização
nos insulino-dependente. O tratamento pode ser cirúrgico
através da vitrectomia, quando há hemorragia vítrea
persistente e recidivante, ou quando há descolamento tradicional
da retina ou distorção da região peri-papilar
e do pólo posterior.
Nefropatia
Diabética:
Os rins são o filtro do nosso
organismo. São constituídos por milhões de
pequenos vasos que transportam sangue com impurezas que aqui são
libertadas e eliminadas através da urina que aqui se forma.
Quando no diabetes estes pequenos vasos são lesados em grande
quantidade aparece a nefropatia. A sua evolução é
lenta e silenciosa. O sinal mais precoce é a perda, acima
de valores normais, de proteínas na urina (microalbuminúria).
Inicialmente em quantidades muito pequenas e mais tarde, já
em fase não reversível, em grandes quantidades. Se
a nefropatia continua a evoluir há acúmulo de produtos
antes eliminados, manifestações de fadiga, cansaço
e perda do apetite e caminha-se para a insuficiência renal.
Em estados mais avançados,
os rins podem mesmo parar de funcionar. Se ambos os rins não
funcionam, deverá ser feito o mesmo trabalho que o rim fazia,
mas agora artificialmente. É a diálise. Na fase seguinte,
e se houver condições e indicação, o
diabético pode ser submetido ao transplante renal.
Chama-se microalbuminúria
à presença de quantidades mínimas de proteínas
(albumina) na urina. Numa pessoa saudável essa quantidade
é muito pequena e não ultrapassa, em circunstâncias
normais, os 30 miligramas por dia ou 20 microgramas por minuto.
No diabético em risco de estar a desenvolver a nefropatia,
essa quantidade de albumina na urina está aumentada.
A dosagem da microalbuminúria
é a única forma, atualmente conhecida, de detectar
a tempo o início da nefropatia diabética e parece
ser um marcador de maior taxa de complicações cardiovasculares
futuras.
A microalbuminúria determina-se
através de uma análise feita na urina. Esta análise
é obrigatória em todos os diabéticos adultos
e em qualquer criança ou jovem com mais de cinco anos de
diabetes e deve ser realizada, no mínimo, três vezes
por ano. Para o diagnóstico precoce da nefropatia é
necessária a pesquisa de microalbuminúria.
Em primeiro lugar, em face de uma
análise de microalbuminúria aumentada ou como se diz
por vezes, positiva, é sempre necessário confirmá-la
uma segunda vez. Só após 2 pesquisas positivas seriadas,
se pode afirmar que existe microalbuminúria.
A presença de microalbuminúria
é, sobretudo, um marcador de risco para doença renal
e, também, cardiovascular. Significa um aviso para o diabético
de que está a caminho da doença renal e que também
está em risco de vir a sofrer de doença cardiovascular.
Nesta fase inicial não existem, ainda, sintomas de doença.
Contudo, é nesta fase que as medidas de prevenção
se tornam mais eficazes.
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