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O QUE É Diabetes?
O Diabetes Mellitus é uma síndrome decorrente
da falta de insulina e/ou da incapacidade da insulina exercer adequadamente
suas ações. Caracteriza-se por excesso de açúcar
no sangue (hiperglicemia crônica), com alterações
no metabolismo de açúcares (carboidratos), gorduras
(lípides) e proteínas. Representa um grupo de distúrbios
metabólicos nos quais existe uma menor utilização
de glicose, induzindo hiperglicemia.
A insulina é o principal responsável pelo aproveitamento
e metabolização da glicose pelas células do
nosso organismo, com finalidade de gerar energia. É produzida
pelo pâncreas e sua falta ou ação deficiente
acarreta modificações importantes no metabolismo das
proteínas, das gorduras, sais minerais, água corporal
e principalmente da glicose.
O Diabetes é classificado em dois
tipos mais freqüentes:
TIPO I:
A incidência do Diabetes Mellitus tipo I, insulino-dependente,
que ocorre comumente na faixa etária de 0 a 15 anos, é
de 7,8% da população. Surge mais freqüentemente
em crianças e adultos jovens. Ocorre a destruição
das células Beta, geralmente ocasionando deficiência
absoluta de insulina, necessitando fazer uso de insulina diariamente.
É de natureza auto-imune.
Esta forma de diabetes resulta de ausência acentuada e absoluta
de insulina; representa de 5 a 10% dos portadores de diabetes (pâncreas
pára de produzir a insulina). Poucos casos têm relação
com hereditariedade. A evolução clínica é
rápida se não for tratado prontamente com insulina.
TIPO II:
É a forma clássica com
graus variados de resistência à ação
da insulina e uma deficiência relativa de insulina, geralmente
está associado a obesidade. A prevalência maior era
entre os mais velhos, mas com o aumento de crianças obesas
tem-se observado uma incidência maior em faixas etárias
mais baixas.
Neste caso, causas subjacentes são
fatores genéticos, assim como os efeitos do estilo de vida
ocidental, como obesidade e comida excessiva; representa 90% dos
portadores de diabetes (pâncreas diminui a produção
de insulina e/ou a insulina produzida não é bem aproveitada).
O início dos sintomas é lento, podendo permanecer
assintomático por longos períodos, levando a complicações
crônicas.
A incidência é maior após
os 40 anos e fatores genéticos são freqüentes
influências. Estima-se que 60% a 90% dos portadores da doença
sejam obesos. O diabetes tipo II é cerca de 8 a 10 vezes
mais comum que o tipo I e pode responder ao tratamento com dieta
e exercício físico. Outras vezes vai necessitar de
medicamentos orais e por fim, a combinação destes
com a insulina.
Outros tipos:
Existem outros tipos específicos
de diabetes sem a história genética (familiar) na
sua origem. O diabetes que aparece na gravidez é classificado
em separado como diabetes gestacional ou da gravidez.
O Diabetes Gestacional surge em mulheres
grávidas que não eram diabéticas, ocorre alteração
da tolerância a glicose em graus diversos diagnosticado durante
a gestação. Geralmente, desaparece quando esta termina.
Podem futuramente desenvolver o Diabetes tipo 2.
Hoje são conhecidos mais de 20
tipos de enfermidades, que cursam com hiperglicemia e portanto,
são catalogadas como Diabetes Mellitus.
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